A gestão de resíduos orgânicos em países despertos sobre a consciência ambiental

Quanto menos se joga fora, mais recursos naturais são economizados

A natureza oferece todos os recursos para a nossa sobrevivência. Quando despertamos sobre essa reflexão, a responsabilidade no cuidado e na preservação do meio ambiente, passa a integrar nossas ações e escolhas, além de promover a mudança de hábito. Alguns países, já conscientes, desenvolvem a gestão de resíduos orgânicos com sabedoria, de modo que quanto menos se joga fora, mais recursos naturais são economizados.

A importância da gestão de resíduos orgânicos

A observação do descarte de lixo no Brasil permite o entendimento sobre o impacto socioambiental, causado pelo modo que gerimos os recursos naturais e seus resíduos, fato este que viabiliza a implantação de melhorias no sistema de descarte e contribui para uma convivência mais harmoniosa com a natureza. No território nacional, suscintamente, há dificuldades de enxergar a questão do lixo de maneira ampla, não só pelo fato do país ter seu desenvolvimento de forma muito desigual, mas também por suas cidades guardarem até hoje profundas diferenças regionais, culturais e de renda.  Além disso, o Brasil não dispõe de uma política nacional de resíduos eficaz, porém muitas mudanças positivas já ocorrem no setor.

Para tanto, a gestão dos resíduos é importante, pois institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, cidadãos e titulares de serviço de manejo dos resíduos urbanos.

A elaboração de metas aliadas à instrumentos de planejamento nos níveis nacional, estadual, microrregional, intermunicipal, metropolitano e municipal ajudariam a reduzir o número de lixões. Além disso, incluiria o Brasil em patamar de igualdade ao de países desenvolvidos no que diz respeito ao Marco Legal e a inclusão de catadores (as) de materiais recicláveis e reutilizáveis, tanto na Logística Reversa quanto na Coleta Seletiva.

Adaptarmos os aspectos positivos, das soluções encontradas em outras culturas, pode vir a ser uma boa estratégia para resolução de alguns dos nossos problemas.

Países que são referência na gestão de resíduos

Japão

O Japão é tido como referência de país que preserva e respeita o meio ambiente. Já existem municípios com projetos de lixo zero e, em Kamikatsu, ocorre o estímulo para o consumo consciente, pois em sua gestão de resíduos, o investimento em material humano é a chave para a implantação de um projeto de tal magnitude. A união de forças é essencial, “As estratégias de reaproveitamento e reciclagem de resíduos são trabalhadas em conjunto, com a comunidade participando do processo. ” (On-line, 2018). Os moradores do município de Kamikatsu não se queixam, pois já adquiriram a consciência de que dependemos da natureza para sobreviver. Sendo assim, notamos que a educação é essencial para resgatarmos a consciência, referente à importância da natureza.

 

 

Coréia do Sul

O país sul coreano possui um macro investimento em educação, principalmente na formação de professores, funcionamento das escolas e material de apoio. Primeiramente, a Coréia investiu na educação primária e só quando esta se tornou universal, o governo realocou os recursos para o segundo e terceiro grau. “Esse país tem um sistema de cobrança de lixo calculado de acordo com a quantidade de resíduos, e um novo encargo foi aprovado. A medida irá cobrar moradores e comércio pela quantia exata de comida que foi desperdiçada. ” (On-line,2018)2. De maneira que, políticas públicas sobre a conscientização de desperdício de resíduos orgânicos já circulam no país, com meta de influenciar uma redução de alimentos jogados fora em até 20%. Novamente observamos que a educação está num patamar de destaque para a conscientização desse fato que é a redução de desperdício de alimentos.

Alemanha

O país destina um macro investimento no setor de gestão de resíduos e em serviços de limpeza urbana, pois a além de empregar pessoas, o setor incentiva a formação de ambientes saudáveis. “Desde 2005 não se pode mais utilizar aterro sanitário para tratamento de resíduos urbanos na Alemanha. O país adotou diversos tipos de usinas para tratamento do resíduo urbano, além de concentrar esforços na coleta seletiva e na compostagem dos rejeitos. (On-line,2018). Sendo assim, a Alemanha consegue reciclar quase a totalidade do lixo produzido aliado a compostagem dos resíduos orgânicos.

 

Finalizando 

Sendo assim, a ciência sobre as melhorias que estão sendo implementadas no setor de limpeza urbana e ressignificação do que é dito como lixo em outras culturas, viabilizam um questionamento sobre nossos hábitos e escolhas. Para tanto, fica claro que vivemos em um país abundante em sua natureza e sua preservação está ligada à co

mo os habitantes valorizam a imensidão. Repensar atitudes não só protege o coração do nosso país, como também o ambiente em que vivemos! 

Links:

(1) http://www.superbac.com.br/conheca-a-cidade-japonesa-que-quer-ter-lixo-zero/

(2) https://www.ecycle.com.br/e-ba/746-coreia-do-sul-se-reinventa-.html

(3) https://al-sc.jusbrasil.com.br/noticias/2208116/alemanha-mostra-exemplo-na-gestao-de-residuos-urbanos

Livro:

EIGENHEER, Emílio Maciel. A História do Lixo – a Limpeza Urbana Através dos Tempos. São Paulo: Campus-Elsevier, 2009.

Sâmia Cernohovski
Autor:
Sâmia Cernohovski
Sobre:
Sâmia Cernohovski Tavares, 26 anos, amante da natureza e da vida. Alma de artista e administradora por formação, o envolvimento com as artes plásticas e a prática da dança aérea proporcionam uma imaginação livre e solta para observar o universo. E assim, de uma forma ou outra, resgatar a consciência pelo natural.
Mais artigos de: Sâmia Cernohovski

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