Cidades super sustentáveis: Vancouver, Canadá

Transporte público

Além dos carros, a cidade também investe em infraestrutura para o transporte de bicicleta, a pé e de ônibus, que juntos atualmente correspondem a 50% dos deslocamentos urbanos em Vancouver.

Quanto aos ônibus, também funcionam de forma bem interessante.

Todos eles possuem suportes na frente para encaixar as bicicletas dos passageiros (os motoristas sempre ajudam a acoplar as bicicletas!);

Nos pontos, é possível conferir os horários de cada linha (sem contar a excelente pontualidade do serviço);

Todos os ônibus são iguais, ou seja, possuem o mesmo padrão de conforto: piso rebaixado (que melhora o acesso dos passageiros), estofamento de qualidade, aquecimento interno nos dias mais frios e marcha automática (que não ocasionam os trancos).

A frota de táxis também possuem uma característica interessante: 90% dos automóveis são híbridos (usando motor elétrico e a combustão).

Vancouver também possui alguns planos para o transporte: aumento das opções de transporte renováveis (adotando mais pontos de recarga para carros elétricos além dos 200 existentes atualmente) e redução da demanda por transporte motorizado.

O projeto é para que sejam usadas apenas energias renováveis para o transporte (e para o aquecimento de edifícios) até 2040.

Bicicletas

Carros, pedestres e ciclistas coexistem em harmonia na cidade canadense.

A cidade soma 527 km de ciclovias no total (mais que o triplo da malha cicloviária do Rio de Janeiro, a cidade brasileira com mais ciclovias), que interligam a cidade de Vancouver a outros municípios vizinhos.

Quem anda sem capacete pode receber uma multa de cem dólares. Quem anda na calçada também é multado.

Além da cidade conter 50 estações com no total 500 bicicletas públicas para alugar, frequentemente são realizadas campanhas como a “Bike to school / Work Week” (Semana Vá de bike para a escola/ trabalho) em que são estimulados o uso de bicicletas por meio da adoção de “pontos de chegada” com frutas, água e barrinhas de cereal.

Isso tudo faz com que engarrafamentos em Vancouver sejam raríssimos, ocorrendo apenas em casos de acidentes. Uma realidade bastante distinta da constante engarrafada Marginal Pinheiros, em São Paulo.

Telhados verdes

O Vancouver Convention Center possui um dos telhados verdes mais famosos do mundo. São 400.000 plantas e 60.000 abelhas. O detalhe é a inclinação do telhado que facilita a drenagem da água da chuva.

Hortas públicas

Existem 110 hortas comunitárias que são cuidadas por voluntários e moradores que pagam uma anuidade de CAD$75 (o equivalente a 310 reais) para a manutenção da horta.

A ideia é promover a cultura do cultivo, do alimento local e orgânico, reduzir a pegada de carbono, economizar embalagens, preservar os animais polinizadores e deixar a cidade mais enfeitada.

Além do cultivo de alimentos nessas áreas, também existem projetos para a criação de abelhas. Já nos quintais das residências são criadas galinhas.

Parques e áreas verdes

A adoção de parques e ruas arborizadas contribuem para o embelezamento da cidade, redução sonora e de ilhas de calor e funcionam como moradia para a fauna.

Assim sendo, Vancouver investe bastante na criação destes locais.

A cidade conta com 240 parques e áreas verdes e 93% da população mora a menos de 5 minutos de algum parque.

O maior deles é o Stanley, com 404 hectares, maior do que o Central Park em Nova Iorque. São 8 milhões de visitantes por ano. Este parque foi considerado o melhor do mundo pelo TripAdvisor e é famoso pelas praias, trilhas e jardins.

Praticamente todos os bairros em Vancouver possuem parques verdes!

E no centro da cidade, a rua principal, chamada Georgia St, é bem diferente do centro de outras grandes metrópoles que costumam ser cinzas e claustrofóbicas.

Esta rua é composta por árvores e jardins, sem falar que diversos edifícios possuem telhados verdes onde são cultivadas ervas e extraído mel das colméias.

Lixo

Em 2019 a cidade proibiu os canudos de plástico além de copos e embalagens de isopor. Muitos estabelecimentos já adotam canudos de papel e de vidro.

Em 2014 foi implementado um sistema de captação de gás metano nos aterros sanitários para ser usado para aquecer edifícios, estufas e gerar eletricidade.

O resultado final foi evitar que 550.000 toneladas de CO2 fossem emitidas (o equivalente a emissão gerada por 126.000 carros por 1 ano).

A coleta de orgânicos e recicláveis é feita semanalmente, enquanto a de lixo é feita a cada duas semanas. O descarte inadequado é passível de multas desde 2015.

Ruas pavimentadas com plástico reciclado

Em 2015 Vancouver passou a pavimentar ruas com plástico reciclado.

Explicando melhor: sacolas e garrafas plásticas, por exemplo, são triturados e derretidos para serem misturados ao asfalto convencional. A inovação possui diversos benefícios!

Para a fabricação do asfalto comum é necessário que os materiais sejam fundidos a altas temperaturas o que demanda um alto uso de energia e grandes emissões de gases nocivos.

No caso do plástico, ele pode ser misturado ao asfalto com uma economia de 20% de combustível, pois pode ser manuseado a temperaturas menores.

O ponto negativo é o alto custo de implementação, mas a cidade canadense aposta na adoção devido aos benefícios ambientais e ao plano de se tornar a cidade mais sustentável do mundo.

Vancouverismo

O sucesso da cidade canadense na adoção de medidas sustentáveis é tão expressivo que foi inventado o termo “vancouverismo” para se referir a outros projetos em outras cidades que se espelham em Vancouver.

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Referências

unicamp.br/unicamp/index.php/ju/artigos/germana-barata/vancouver-cidade-que-quer-ser-ainda-mais-verde-em-2020

oeco.org.br/reportagens/27422-as-raizes-de-um-futuro-sustentavel/

casadasustentabilidade.wordpress.com/tag/cidade-sustentavel/page/2/

oeco.org.br/reportagens/27358-em-vancouver-va-de-bicicleta/

jardimdomundo.com/hortas-urbanas-e-a-transformacao-de-vancouver-em-uma-cidade-mais-verde/

 

 

Matheus Chiabi
Autor:
Matheus Chiabi
Sobre:
Matheus Chiabi, 27 anos, formado em publicidade. Gosta de escrever, fotografia, futebol e cerveja.
Mais artigos de: Matheus Chiabi

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