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Estima-se que 100 mil animais marinhos morrem por ingestão de plástico todos os anos nos oceanos. No total, são mais de 1 milhão de animais infectados. Pesquisas da Universidade de Queensland, na Austrália, já constatou que mais da metade das tartarugas já ingeriram plástico.

Cerca de 8 bilhões de toneladas de plástico são despejados nos oceanos todos os anos. Isso equivale a um caminhão por minuto.

Se o nível de despejo continuar assim, em 2050 haverá mais lixo do que peixes nos oceanos.

Dentre os materiais plásticos mais encontrados são: sacolas, embalagens, tampas de caneta e de garrafa PET, botões, buchas de parafuso, pulseiras, canudos, lacres de alimentos embutidos, palitos, copos descartáveis e outros materiais descritos apenas como “plástico ou microplástico”.

Imagine que você encontrou algo na sua cozinha. Essa coisa tem cheiro de comida, parece comida, então você pega e come. O problema é que não era comida. Diariamente é exatamente isso que acontece com as tartarugas marinhas quando consomem restos de plástico encontrados nos oceanos.

A ingestão de detritos plásticos pode ferir e até matar tartarugas, bloqueando seu intestino, perfurando sua parede intestinal e liberando produtos químicos tóxicos nos tecidos da criatura. E mesmo que o plástico não cause feridas internas, o animal ainda corre risco de morrer de inanição – algumas tartarugas simplesmente param de se alimentar porque sentem o volume “indigesto” no estômago.

Quando uma sacola plástica, por exemplo, passa algum tempo na água do mar, algas, micróbios, plantas e até pequenos animais começam a morar nelas. Esse processo faz com elas exalem um cheiro que atrai outros animais marinhos, como baleias, aves e tartarugas.

Algumas espécies de tartaruga marinha se alimentam de medusas, e as sacolas plásticas se parecem muito com essas, assim as tartarugas confundem e acabam se contaminando.

O mais alarmante, entretanto, é o que o consumo de lixo representa às espécies. De 0% a 0,9% da massa corporal total de tartarugas-verdes do oceano Pacífico analisadas consistia em plástico – nas tartarugas-marinhas-australianas, a porcentagem pode chegar a 2% da massa dos animais.

Na Austrália foram encontradas tartarugas marinhas com plástico no estômago, intestino, cloaca e bexiga. A quantidade de material ingerido variou conforme a espécie, sendo que o maior consumo ocorreu em tartarugas-verdes, que engoliram 343 peças de plástico no Oceano Índico e 144 unidades do polímero no Oceano Pacífico. Os plásticos mais comuns ingeridos foram o polietileno e o polipropileno, sendo que em filhotes os pedaços tinham de 5 a 10 milímetros. Por serem mais novos, os animais recém-nascidos correm possivelmente maior risco, pois nessa fase de vida eles estão mais propensos ao emaranhamento e ingestão, que causam asfixia, morte por obstrução do trato gastrointestinal, desnutrição e contaminação química.

No litoral paulista, um estudo realizado por alunas do curso de Biologia Marinha da Universidade Santa Cecília (Unisanta) retirou bitucas de cigarro, copos plásticos e até mesmo brinquedos do estômago de 50 tartarugas marinhas encontradas mortas e resgatadas.

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Referências

catracalivre.com.br/cidadania/plastico-mata-animais-marinhos/

revistagalileu.globo.com/Um-So-Planeta/noticia/2021/08/plastico-e-encontrado-dentro-de-tartarugas-marinhas-filhotes-na-australia.html

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