Obsolescência programada: o que é? Casos e soluções!

É muito provável que já tenha acontecido com você de comprar um carro, computador ou televisão, por exemplo, e quando eles estragaram você simplesmente foi induzido a adquirir um novo. Mas você parou pra pensar porque o produto estragou em tão pouco tempo? Neste texto você vai descobrir que muitos fabricantes projetam seus produtos para estragarem depois de um certo tempo. Assim você acaba comprando um novo,  aumentando a frequência das vendas e o lucro das empresas. O nome disso é obsolescência programada!

Casos famosos

  • iPod – um artista de Nova York comprou um iPod da primeira geração e após 1 ano e meio a bateria parou de funcionar. Ele reclamou com a Apple e a resposta que recebeu foi: “Vale mais a pena comprar um novo!”. O caso repercutiu e pessoas foram às ruas com cartazes e pintaram muros. A Apple reagiu e ofereceu o serviço de 59 dólares para troca de bateria além de estender a garantia.
  • impressora – um consumidor percebe que a impressora para de funcionar e, após ser informado pela assistência de que não há conserto, ele acaba descobrindo uma peça no interior do produto que faz com que a impressora trave após um certo número de páginas impressas.
  • lâmpadas – um dos primeiros casos famosos de obsolescência programada foi o que fabricantes de lâmpadas dos EUA e da Europa entraram em um acordo para reduzir a durabilidade deste produto de 2,5 mil horas para mil horas

Reparo mais caro do que um novo!

Uma das melhores maneiras de fazer com que o consumidor compre um produto novo é a utilização de peças e componentes de baixa qualidade  que estragam depois de pouco tempo. Podemos citar dois fenômenos muito comuns: superaquecimento e esgotamento da bateria. O problema é o preço do conserto, que muitas vezes é bem próximo ao valor de um novo! Sem falar que muitas peças deixam de ser fabricadas para obrigar a compra de um aparelho novo. De acordo com o levantamento de 2014, 77% dos europeus preferiam consertar seus aparelhos ao invés de adquirir um novo, mas não conseguiam devido ao elevado preço de peças de reposição e a falta de suporte a modelos antigos.

Como surgiu o conceito?

Até meados da década de 20, os produtos fabricados em grandes potências, como nos Estados Unidos, eram projetados para durar o máximo de tempo possível. Porém, com o colapso da Crise de 1929, surgiu um novo modelo de produção que visava impulsionar a economia por meio do aumento do consumo… e foi aí que a obsolescência programada deu os seus primeiros passos. Um caso muito conhecido foi o do presidente da General Motors, Alfred Sloan, que em meados da década de 20 começou a mudar anualmente os modelos e peças dos automóveis para que o consumidor continuasse comprando.

Obsolescência percebida: trocando até os produtos em perfeito estado

Também é muito comum que os consumidores troquem seus produtos mesmo que os seus atuais estejam em perfeito estado de funcionamento. Isso acontece por causa do lançamento de novas versões que prometem ser melhores do que as anteriores, além de mais chiques, descoladas, atraentes e que aumentam mais o status dos consumidores. Uma técnica muito comum dos fabricantes é a constante mudança o design dos produtos, pois assim, os consumidores têm a percepção de que os seus produtos atuais estão ficando ultrapassados.

Gol de 30 anos atrás
Gol mais recente

Impactos ambientais

Você já parou para pensar na quantidade de lixo produzido e na quantidade de recursos naturais extraídos por causa da obsolescência programada? Sem falar que a maioria dos produtos eletrônicos possuem componentes não biodegradáveis, nocivos ao meio ambiente e que demoram milhares de anos para se decompor.

https://www.fragmaq.com.br/wp-content/uploads/2015/05/1-lixo-eletronico.jpg

Destinando aos países mais pobres

Uma das soluções encontradas pelos grandes fabricantes de produtos eletrônicos para gerir o lixo eletrônico é “presentear” os países mais pobres com produtos ultrapassados, alegando estarem em bom estado de funcionamento, Mas o que acontece na realidade é que a grande maioria destes produtos não funcionam e são nada mais do que lixo…

E ainda há o envio de aparelhos estragados de fato pelos Estados Unidos e Europa para países como Gana, na África, para serem descartados. Este país, por exemplo, recebe anualmente 129 mil toneladas de aparelhos eletrônicos todos os anos e é conhecido como o lixão do mundo.

Soluções

O primeiro passo é refletir sobre a compra, dando prioridade aos produtos de acordo com a sua aplicação e durabilidade. Assim que escolher adquirir um produto de acordo com suas características, busque em sites de avaliações problemas recorrentes.

Também é muito importante dar a destinação correta do produto após o fim de sua vida. Procure por pontos de coleta oferecidos pelos fabricantes.

Quanto ao governo é preciso estabelecer leis que combatam a obsolescência programada, obrigando fabricantes a estenderem prazos de garantia, fabricar produtos com fácil manuseio de peças, reduzir impostos para quem segue as medidas e multar quem não as respeita.

Referencias

ecycle.com.br/1721-obsolescencia-programada.html

super.abril.com.br/mundo-estranho/o-que-e-obsolescencia-programada/

idec.org.br/consultas/dicas-e-direitos/entenda-o-que-e-obsolescencia-programada

proteste.org.br/seus-direitos/direito-do-consumidor/noticia/obsolescencia-programada

canaltech.com.br/produtos/uma-analise-da-obsolescencia-programada-e-o-acumulo-de-lixo-eletronico-no-mundo-102156/

recicloteca.org.br/consumo-consciente/glossario-obsolescencia-programada/

 

Matheus Chiabi
Autor:
Matheus Chiabi
Sobre:
Matheus Chiabi, 27 anos, formado em publicidade. Gosta de escrever, fotografia e seus hobbies são surf, futebol e cerveja.
Mais artigos de: Matheus Chiabi

Deixe uma resposta

Your email address will not be published. Required fields are marked *

*