Para onde vai o seu baldinho?

Você come, separa os resíduos no nosso baldinho, entrega tudo para o seu ciclista e uma vez por mês recebe o seu adubo fresquinho como recompensa. Mas, para onde vão os seus resíduos depois que o ciclista vai embora? Quais caminhos eles percorrem até voltarem em forma de adubo? Conhecer esse caminho vai fazer com que você ame mais ainda o seu adubo e conheça um pouco mais da mágica do Ciclo Orgânico.

Um detalhe: o Ciclo Orgânico passou por grandes mudanças nos últimos anos e o caminho do seus resíduos não são mais os mesmos. Confira como funciona o processo hoje, em 2021!

Triciclo, sustentável e eficiente!

Você já deve ter visto nossos ciclistas pedalando pelas ruas, não é? Esta é uma das etapas mais legais e a primeira depois que você se despede dos seus resíduos. Atualmente nossa equipe conta com 10 ciclistas, que juntos fazem mais de 3 mil coletas por mês, debaixo de sol ou chuva… Já parou pra pensar no peso que eles levam pelas ruas?

É muito comum que devido ao grande peso da carga os triciclos quebrem algumas peças. E o que você não deve saber é que o Lucas, fundador, passa horas por dia consertando triciclos na base da empresa em Botafogo! Assim ele garante que os triciclos estejam prontos para tantas coletas!

Caminhão, aproximando Duque de Caxias do Ciclo Orgânico!

Antes de sair para Caxias o caminhão é carregado de resíduos orgânicos

O nosso motorista Ramon todas as semanas faz o transporte dos resíduos para Caxias, aonde fazemos a compostagem atualmente. O caminhão sai da Zona Sul bem cedo com aproximadamente 7 toneladas de resíduos e percorre um caminho de aproximadamente 50 minutos até lá. Chegando ao local ele despeja tudo sobre o pátio de concreto basculando a sua caçamba. Assim é dado início ao processo compostagem.

A empresa está ciente das emissões de gases do caminhão pela combustão do óleo diesel,  porém o processo da compostagem evita muito mais emissões do que o caminhão de fato gera. Além disso, o pátio de compostagem é muito mais próximo do que o aterro sanitário e os pontos por onde ele passa para coletar os resíduos são bem poucos, para minimizar o impacto.

O nosso caminhão veio de Santa Catarina, e é customizado para transportar orgânicos, no Brasil existem apenas 4 unidades iguais a ele. Outra curiosidade é que assim que a empresa adquiriu o caminhão nós não tínhamos um motorista habilitado, e quem aceitou a missão de tirar a carteira D foi o próprio fundador Lucas.

NOSSO PROCESSO DE COMPOSTAGEM!

Depois que o caminhão despeja os resíduos no pátio de compostagem, começa o trabalho da nossa pá carregadeira. Antigamente esse processo era artesanal, feito com pás e enxadas pelos nossos ciclistas, mas devido ao volume de lixo coletado nos dias de hoje nós optamos por mecanizar o processo. O resultado do novo mecanismo é o processamento de 40 toneladas por mês!

Existem várias montanhas de matéria orgânica em um pátio de concreto de 1.250 metros quadrados, que são  reviradas pela pá carregadeira 3 vezes por mês. Após 4 a 5 meses elas estão prontas para a etapa seguinte, o peneiramento. Um fato curioso é que durante esse processo as montanhas podem chegar a 70 graus de temperatura!

O Ciclo também possui uma parceria com a Light, que fornece podas urbanas trituradas que nós usamos para misturar com o resíduo orgânico e fazer a compostagem.

O local onde tudo isso acontece é incrível, principalmente quando comparado a um aterro sanitário. No nosso pátio não existe mal cheiro, infiltração de chorume no solo, vetores de doenças e emissão de gás metano. O local parece mais um sítio, até mesmo pelo fato de existirem por lá cachorros, patos, peixes, galinhas e até mesmo uma horta.

Peneira elétrica, só o ouro passa!

Para que o composto fique com a granulometria desejada, pronto para ser aplicado no solo e para germinar sementes menores é necessário que seja peneirado. Além disso, nós conseguimos separar as partes que não se decompuseram e destiná-las novamente para a compostagem.

Ah, antigamente o processo era feito a mão, o que é extremamente rudimentar comparado a nossa tecnologia atual: uma peneira elétrica!

Ensacadeira, pronta para mais de 2 mil sacos por mês!

Mais uma etapa que antigamente era artesanal e que hoje é mecanizada. Com a ajuda de uma ensacadeira nós ensacamos sacos de 2 quilos e 20 quilos. O material deles é a ráfia, o que possibilita que você use e devolva para o ciclista e assim torna todo o processo mais sustentável.

De volta para a Sua residência, um presente para você!

Assim como o caminhão trouxe seus resíduos para serem compostados em Caxias, ele também traz de volta tudo pronto para o nosso armazenamento em Botafogo. Os mais de 2 mil sacos são entregues de triciclo para cada um dos clientes e o resultado final de todo esse processo é a adubação das suas plantinhas e hortas!

Matheus Chiabi
Autor:
Matheus Chiabi
Sobre:
Matheus Chiabi, 27 anos, formado em publicidade. Gosta de escrever, fotografia e seus hobbies são surf, futebol e cerveja.
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7 Comments

  1. Quero o Ciclo Orgânico na Zona norte, Vila isabel, Tijuca, Grajaú.
    Eu nem sabia que vcs tinham outros pontos além do Parque do Martelo e já tinha pensado em ter um na Reserva do Grajaú. E lendo o post acabei pensando em outros lugares, quem sabe na Floresta da Tijuca, ou aproveitar a parceria com a Uerj e fazer um no campus principal.

  2. Olá pessoal, fiquei super feliz de saber que vcs. estão no centro e em outras partes da zona sul, além do Humaitá. Eu moro em São Cristóvão e gostaria muito de ter compostagem aqui no meu bairro. Aqui tem o colégio Pedro II e várias escolas municipais/estaduais. Não conheço a área física destas escolas, mas creio que em pelo menos uma podemos encontrar um espaço. Vamos aumentar este Ciclo! Se eu puder ajudar em alguma coisa para trazer aqui para Sâo Cristóvão podem contar comigo! parabéns a todos do Ciclo Orgânico!!!!!!!!!!

  3. Adoro o trabalho do ciclo e admiro muito o Lucas e toda a sua equipe. Sempre que vejo um triciclo na rua, faço questão de dar um alo e o ciclista em geral me devolve um sorriso. Ser reconhecido na rua é sempre um estímulo para quem está dando duro pedalando.

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