Indústria da moda, consumo desenfreado e meio ambiente

A indústria da moda só perde para a do petróleo em termos de impactos ambientais. Em 2015, ela emitiu mais gases estufa do que todos os voos internacionais e viagens marítimas juntos, além de ter poluido um quinto de toda a água do mundo.

Mas você deve estar pensando… Como a moda produz esses impactos ambientais?

A camisa de algodão que você usa demanda enorme quantidade de pesticidas, irrigação (para cultivar o algodão) e desmatamento; o polyester vem do petróleo; produzir couro é matar animais, etc. Aliado a estas condições, o consumo desenfreado da população só intensifica estes impactos ambientais.

Extensas plantações de algodão tem impactos ambientais

O consumo desenfreado acontece por vários motivos, e um dos principais é o curto ciclo de vida das peças de roupa. O que acontece é que periodicamente as marcas lançam novas coleções e as peças antigas, mesmo que em bom estado, são consideradas velhas ou “bregas”. Isso estimula as pessoas a comprarem mais e mais roupas…

Um fenômeno interessante é que na moda tradicional, as marcas lançavam novas coleções de inverno e verão, apenas. Na “fast fashion”, que está em alta atualmente, são lançadas novas coleções entre 50 e 100 vezes por ano. Isto significa que a cada 3 ou 7 dias é lançada uma coleção nova.

Para se ter uma idéia, um estudo apontou que a indústria da moda produz 20 peças por pessoa por ano, isto é, tendo em vista que o mundo possui 7 bilhões de pessoas, são 140 milhões de peças novas por ano!

Além da produção exagerada de roupas, muitas marcas não respeitam meio ambiente consumindo recursos desenfreadamente e utilizando substancias nocivas a natureza e ao homem. Portanto, na hora de comprar uma roupa, busque saber da onde vem a matéria prima, por exemplo. Você também pode buscar informações nas etiquetas ou na Internet.

Aqui vão outras dicas legais… Escolha roupas com cores mais básicas na hora de comprar, de modo que a nova peça combine com a maioria das outras roupas que você possui e assim, você usa ela mais vezes. Também é melhor comprar uma peça de mais qualidade do que várias que estragam mais rápido.

Comprar roupas em brechós também é uma boa atitude. Ou então, simplesmente comprar roupas usadas… A Internet está aí para isso, confira alguns brechós online! Ah, doar e trocar também são medidas muito simples e sustentáveis…

O ideal para o consumo consciente é uma combinação entre comportamento dos produtores e dos consumidores. Cabe as pessoas a terem mais consciência na hora de comprar, ou seja, pensar sempre duas vezes se realmente precisam comprar aquela peça de roupa, ou se estão sendo muito consumistas. No caso das fábricas, elas deveriam ter alguns cuidados, como por exemplo usar apenas o algodão orgânico, corantes naturais (extraídos de matéria vegetal), reduzir o desperdício de tecidos durante os cortes e costuras, etc.

Matheus Chiabi
Autor:
Matheus Chiabi
Sobre:
Matheus Chiabi, 25 anos, formado em publicidade. Gosta de escrever, fotografia e seus hobbies são surf, futebol e cerveja.
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3 Comments

  1. Oi Matheus,, essa materia nao é verdade, isso nada mais é que mais um mito de inverdades que sao espalhadas por aí, Nao que a colocacao da indústria da Moda faça muita diferença, pois ela tem sua parcela de culpa sim! mas meu toque aqui é apenas sugerir que se informem melhor das fontes, veja o ano da materia que te inspirou. e pesquise mais! Vou deixar um link aqui que uma materia que questiona a sua ok….
    Aproveito para parabenizar o trabalho de vcs! Se mantenham firmes e fortes! Pois vcs fazem. A diferença! Tudo vai passar! VcS irao ficar bem!
    Link : https://www.modefica.com.br/moda-segunda-industria-poluente-sustentabilidade/#.XortnSRv-aM

  2. Claudia, adoro as matérias do Modefica, mas acho que a questão aqui não é colocar no ranking quem polui mais. Como valorar qual impacto é maior? Como considerar que alguma perda é mais importante do que outra? É até, muitas vezes, subjetivo. O que sabemos é que todas poluem muito e esse é o cerne da discussão. Mas concordo com vc de evitarmos, já que não possuímos esses dados consolidados, usar rankings. Que seja relevante aqui, refletirmos nos argumentos e no impacto profundo que essas indústrias causam no meio ambiente. Uma triste realidade, mas que só existe porque tem demanda.

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