Risco de extinção: estrela do mar

Desde 2013, uma doença causada pelo aquecimento dos oceanos vem dizimando as estrelas do mar do tipo girassol. Em um curto período de 3 anos, a espécie que era abundante do Alasca ao sul da Califórnia, mais de 90% delas morreram. Esse foi um dos eventos mais extremos de mortalidade em massa da vida marinha

Sobre as estrelas do mar

As estrelas-do-mar-girassol são as maiores do planeta, podendo alcançar 90 centímetros de diâmetro. Elas também são consideravelmente rápidas, pois possuem 24 braços para se locomover. Elas possuem cores diferentes entre si.

Causas da extinção

As estrelas do mar estão literalmente se afogando no seu próprio ambiente. O que acontece é que as bactérias, ao consumirem matéria orgânica, elas esgotam o oxigênio da água.

Apesar do surto em 2013 (o mais grave e prolongado), este não foi o primeiro. As mortes também ocorreram nas décadas de 1970, 1980 e 1990.

Cientistas descobriram que os anos em que houve epidemia de forma mais intensa são os mesmos anos em que foram mensuradas temperaturas mais altas dos oceanos, logo descobriram a relação.

Outro motivo para a morte das estrelas é um vírus que também é proliferado pelas águas mais quentes. Os órgãos internos desse animal são literalmente expelidos e a estrela perde seus braços e pernas e acaba morrendo. Um experimento que valida essa hipótese foi a transferência de estrelas do mar de um ambiente a 12 graus para um a 10 graus, e o que aconteceu foi a cura da doença.

Consequências para o ecossistema

As estrelas do mar se alimentam de ouriços-do-mar, por exemplo. E os ouriços-do-mar se alimentam das algas. Com a redução drástica das estrelas o número de ouriços aumentou e consequentemente o número de algas diminuiu. Isto é preocupante pois as algas são grandes consumidores de dióxido de carbono, geradoras de oxigênio, o que ajuda a mitigar o aquecimento global, além de purificar a água e fornecer um habitat vital para criaturas marinhas.

Possibilidade de não haver extinção

Nos locais onde foi constatado mortes do animal, percebeu-se que morreram apenas os maiores. Os menores permaneceram vivos. Dessa forma, um processo de seleção natural pode levar as mais resistentes a permanecer, se reproduzir e recuperar as espécies.

Referências

gizmodo.uol.com.br/cientistas-querem-salvar-estrelas-do-mar-da-extincao/

greenme.com.br/informarse/biodiversidade/57252-estrelas-do-mar-em-risco/

conexaoplaneta.com.br/blog/apos-mortandade-em-massa-estrela-do-mar-tem-evolucao-surpreendente-em-luta-pela-sobrevivencia/

Matheus Chiabi
Autor:
Matheus Chiabi
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Matheus Chiabi, 28 anos, formado em publicidade. Gosta de escrever, fotografia, futebol e cerveja.
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