Conheça o fenômeno das ilhas de calor

Xangai, China

O fenômeno das ilhas de calor nada mais é do que a existência de centros urbanos com temperaturas elevadas devido a ação humana. Trata-se de uma boa maneira de perceber como a construção das cidades e a ação do homem afetam o nosso planeta.

Bons exemplos de cidades conhecidas por terem ilhas de calor são: Nova Iorque, São Paulo, Rio de Janeiro, Xangai, Cidade do México, Nova Deli e Pequim.

Superfícies escuras

As cores escuras absorvem maior quantidade de calor, portanto, as ruas e avenidas, pelo fato de serem feitas de materiais escuros, intensificam o calor nas áreas urbanas.

Nos Estados Unidos já está sendo utilizado uma espécie de spray que quando aplicado no asfalto faz com que o calor seja refletido e dissipado assim que os raios solares entram em contato com o asfalto. Trata-se de uma substância que também é utilizada em produtos como protetor solar, tintas brancas e produtos farmacêuticos.

Construções muito altas e próximas

Os prédios muito altos e próximos um do outro acabam barrando os ventos, interferindo na circulação do ar.

Poluição atmosférica

Muitos gases poluentes também possuem a propriedade química de retenção de calor. Boa parte desses gases são emitidos por carros, ônibus e indústrias.

Outro problema em relação a carros e ônibus é que muitos apartamentos que ficam em ruas movimentadas não podem abrir as janelas por causa do barulho. Assim é necessário fazer o uso de ar condicionado, que consome muita energia e libera gases que intensificam o efeito estufa.

A importância da vegetação

Além de criar sombras, a vegetação nos centros urbanos é capaz de resfriar o ar por meio da evapotranspiração que gera vapor d’água no ar.

A vegetação por si só também absorve menos calor: enquanto o asfalto pode chegar a 45 graus, um solo gramado não passa de 35 graus.

As plantas também têm a capacidade de realizar manutenção do ar limpando os poluentes atmosféricos.

Ou seja, o plantio de árvores é uma das melhores maneiras de combater as ilhas de calor.

Segundo estudos, áreas arborizadas podem criar ambientes com temperaturas 5 graus menos quentes do que regiões sem vegetação. Em cidades como São Paulo, esta diferença pode chegar a 8 graus.

Outra coisa interessante é que algumas espécies de plantas perdem folhas no inverno, o que gera mais sol e calor nesta época do ano.

Chuvas intensas e pavimentos impermeáveis

A enorme quantidade de calor retida na atmosfera pelos gases GEE nos grandes centros urbanos tem como consequências as chuvas fortes e inundações. A poluição atmosférica nessas regiões também origina chuvas ácidas que ocasionam uma série de consequências ruins, como por exemplo corrosão de monumentos, alteração do pH em terras agricultáveis e morte de animais.

Pelo fato dos pavimentos nos grandes centros urbanos serem impermeáveis, isto faz com que a água da chuva não infiltre no solo, e assim a água se acumula na superfície causando inundações.

Como minimizar o efeito?

Tendo em vista que as ilhas de calor são resultado do processo acelerado de urbanização, degradação vegetal e ocupação desordenada, arquitetos e engenheiros são responsáveis por desenvolver edificações propícias a reduzirem a temperatura da região além de criarem áreas arborizadas. Árvores podem ser plantadas em diversas regiões da cidade.

Em locais onde não há espaço para o cultivo de árvores, plantas e gramados, uma boa solução é o jardim vertical. Lagos e espelhos d’agua também umedecem o ambiente.

Jardim vertical

No caso das edificações, por exemplo, podem ter telhados verdes ou então telhas claras e películas refletivas que refletem a luz solar. Painéis solares no telhado, além de não absorverem calor, podem transformar a radiação em energia elétrica.

Telhado verde
Telhas claras refletem a luz solar

Outro benefício dos telhados verdes é que são capazes de reduzir a temperatura do interior da casa ou do edifício, e assim, reduz-se a necessidade de ar condicionado, e por consequência gera economia de energia. Com o aumento das ondas de calor no mundo, um número alarmante é que a quantidade de ar condicionados no planeta deve triplicar até 2050.

Também cabe ao governo estabelecer políticas de planejamento urbano, como por exemplo incentivos ao uso de meios de transporte que não poluem o ar (como bicicletas), e legislações de uso e ocupação do solo. Outra ideia interessante para o governo é tributar as emissões de CO2.

Referências

ca-2.com/ilhas-de-calor

fragmaq.com.br/blog/sao-ilhas-calor-principais-causas/

ecycle.com.br/ilhas-de-calor/

vivadecora.com.br/pro/ilhas-de-calor/

mundoeducacao.uol.com.br/geografia/ilhas-calor.htm

sustentarqui.com.br/o-que-sao-ilhas-de-calor/

iberdrola.com/sustentabilidade/ilha-de-calor

summitmobilidade.estadao.com.br/urbanismo/ilhas-de-calor-5-solucoes-para-enfrentar-o-problema/

pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/solucoes-para-as-ilhas-de-calor-urbano/

ciclovivo.com.br/planeta/meio-ambiente/entenda-como-as-arvores-ajudam-a-combater-as-ilhas-de-calor-nas-cidades/

Matheus Chiabi
Autor:
Matheus Chiabi
Sobre:
Matheus Chiabi, 28 anos, formado em publicidade. Gosta de escrever, fotografia, futebol e cerveja.
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